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sábado, março 27, 2004

Queridas Mamães:

Desculpem a demora em postar, mas o meu Tariq está doente, além disso eu decidi voltar a estudar. Assim as coisas estão meio caóticas por aqui, então nem deu tempo para escrever nada de próprio punho. Acontece que eu ia escrever algo baseado em algumas palavras do José angelo Gaiarsa, de um texto que li, mas não deu tempo. Então resolvi colocar o próprio texto, que é ótimo, me fez pensar muito, mexeu mesmo com alguns conceitos meus. Quem sabe assim podemos conversar alguma coisa a partir dele? Espero que gostem.


O Mau Olhado

A maior parte das pessoas não sabe as caras que faz, e essas caras têm muita influência sobre as pessoas que estão em volta, sobretudo as crianças de poucos anos de idade, que vivem muito mais dos olhos do que das palavras. Portanto, muito cuidado com as caras que se fazem diante delas. Ela está aprendendo também a fazer caras e, como se imagina, esse é um aspecto muito importante do aprendizado expressivo, aprendizado dos gestos e das faces e dos tons de voz que comunicam estados emocionais. Pais que frequentemente se olham de cara feia, trocam palavras azedas ou, pior, entram em grandes brigas gritadas e xingadas, depois não têm a menor competência para exigir que as crianças vivam em paz. E o que é pior, em casos assim, muito mais frequentes do que se pensa, os pais, num esforço de negar as próprias más ações, passam a atribuí-las inteiras aos filhos. Vamos dizer assim: pai e mãe não reconhecem que podem ser grossos e desagradáveis numa briga entre eles; certamente acharão que as crianças são ásperas e desagradáveis o dobro daquilo que as crianças realmente são. Porque as crianças estariam mostrando a própria maldade e, ao mesmo tempo, assumindo a maldade dos pais, intensificando as brigas entre elas, usando as mesmas caras e as mesmas falas dos que as cercam. Mas a imitação vai além disso, alcançando também as vozes, caras, os modos e a postura.

Quero dizer o seguinte:
muitos pais declaram para um conselheiro ou um psicólogo que muitas vezes brigam entre si, mas procuram fazê-lo a portas fechadas para que as crianças não percebam. Na verdade, a guerra conjugal é feita não só de palavras, mas também, e talvez principalmente, de caras feias. Quando mamãe ou papai amanhecem ou ficam de cara feia, é bem provável que as crianças briguem mais entre si.
É fascinante verificar quanto as crianças dramatizam os relacionamentos dos adultos que vivem próximos delas. São imitações difíceis de reconhecer, porque as pessoas não têm noção da cara que fazem — nem aceitam como seus os próprios maus sentimentos. No entanto, a criança, que está de fora e está olhando, percebe muito bem tudo isso e começa a sofrer de coisas parecidas; algumas ela talvez queira ou goste, e os pais também! Mas muitas outras imitações ocorrem sozinhas; isto é, ela começa a fazer como os pais fazem sem que ninguém perceba. Trata-se de imitações inconscientes (de "identificações"). Esta situação, muito comum, é embaraçosa e com frequência gera cenas feias, porque os pais, retratados nos filhos, os criticam e punem, por vezes seriamente, por serem caricatura daquilo que os pais reprimem — uma caricatura do que os pais estão fazendo.
Esse é um dos aspectos mais delicados e difíceis da educação. É preciso lembrar sempre: quanto menor a criança, maior a importância do olhar na sua comunicação com o mundo. E nestes primeiros anos verdes que nós aprendemos quase tudo aquilo que se chamaria próprio da personalidade, a estrutura ou forma do caráter, suas raízes primárias. Quase tudo que acontecerá depois tenderá, com intensidade, a ser repetição dos começos. Também os tons de voz e a própria postura da criança têm muito a ver com a imitação dos adultos. Dificilmente encontraremos uma criança bem ereta junto a pais ostensivamente humildes ou encolhidos.

GAIARSA, José Angelo. Minha Querida Mamãe. Ed. Gente, 1992, São Paulo, págs 28-29.

:: Por Kaluna | 15:49 | :: Comments:


quarta-feira, março 24, 2004

Nasceu Hanna (da Jussara)
A notícia está um pouco atrasada, mas...
Nasceu no dia 21 de março (primeiro dia de Primavera), Hanna Elisabeth com 3830gr. Na Holanda não se tem o costume de medir a criança, mas o pai garante q é bem grande.
Parabéns guerreira Jussara pela linda Hanna ( vc sabia q Hana quer dizer flor? ). Parabéns Papai Dominic pelos, agora, dois amores!!!
Clique aqui para ver a foto da linda Hanna!

Q maravilha.. agora pouco fiquei sabendo q a Ingrid estava conversando com ela qdo a bolsa estourou.. assim como foi comigo... (^_^)

:: Por Marcia Ajiki | 08:21 | :: Comments:


quarta-feira, março 17, 2004

Nasceu a Mimi
Meninas, nasceu o neném da Erika às 11:24 h de hoje, o marido dela postou somente que foi de parto normal ;)
Depois ela entra em mais detalhes. Parabéns Erika!! Que Deus abençõe sua linda princesinha :)))

:: Por Anônimo | 23:28 | :: Comments:


quinta-feira, março 11, 2004

Quem amamenta tem cardápio especial

O neném nasceu e você só pensa em voltar ao corpo de antes. Calma! Durante a amamentação, a mulher necessita de 500 calorias a mais do que habitualmente. Além do cálcio, das proteínas, vitaminas e dos aminoácidos que consome para produzir o leite. Portanto, nada de dietas antes de consultar seu médico.


De olho na balança

A gravidez foi ótima, você engordou apenas o recomendado pelo obstetra ou até um pouco menos. Agora, que vai amamentar o bebê, precisa de um reforço alimentar para suprir as 500 calorias/dia de que seu corpo precisa para fabricar o leite materno.

Quem está além do peso já tem a reserva: nas gordurinhas a mais da barriga, do culote, dos braços, das coxas e costas. E pode utilizá-las, sem problemas. Mas, as magrinhas, certamente, deverão seguir um cardápio que supra esta diferença. O próprio obstetra pode orientar, de acordo com a necessidade calórica de cada mulher.


Muito mais leite

Ele acaba de mamar e você já está com sede. Sinal de que precisa aumentar o consumo de líquido. Até porque, duas horas depois, seu neném estará mamando novamente. Água, suco, água de coco, frutas. Para repor o cálcio: leite, queijos, requeijão, tofu, iogurte, coalhada, canjica, atum, sardinha, e os feijões, muito protéicos.

Ricos em vitaminas do complexo B e, portanto, energéticos, estes alimentos não devem faltar na mesa da mamãe: arroz, milho (em forma de fubá, angu, polenta), levedo de cerveja, caldos de carne e de galinha. Proteínas? Abuse do peixe, frango, carne, ovo (especialmente a clara), derivados de soja. Na salada, o broto de alfafa faz a reposição dos minerais.


Sempre cansada?

É normal. Você dorme menos horas, tem que atender o bebê, a casa, a família. Fica sempre a sensação de que o dia vai acabar e não deu para fazer tudo. Além disso, o organismo está, de fato, debilitado pela gravidez, o parto e a amamentação. Algumas mulheres se queixam de terem perdido cabelos, de sentirem os dentes mais fracos; outras, até, de um começo de anemia.

Melhor prevenir, ajudar o corpo a enfrentar, mais facilmente, tantas novas exigências. Hora de repor e criar, mesmo, uma reserva de vitaminas (B6, C), aminoácidos (cistina) e minerais (zinco, selênio). Ajudam a fortalecer o tônus muscular, inclusive da pele do rosto, evitam a queda dos cabelos e previnem o envelhecimento. Outra dica: a gelatina de peixe, em pó, é ótima para firmar a musculatura.


Intestino fora de ritmo

Mais para o preso, especialmente se você já sentia alguma dificuldade antes da gravidez. Nada de tomar laxantes, porém, para não causar cólicas no neném. Experimente esta receita: cozinhe uma ameixa seca, por 20 minutos; bata, com iogurte, no liquidificador até formar um purê e guarde, em potinhos, na geladeira. Se quiser, abra um papaya e coloque um pouco da mistura na polpa. Fica delicioso. Frutas como a pêra e a manga também auxiliam a regularizar o intestino.


Terminantemente proibido

Álcool, cigarro, tranqüilizantes, antidepressivos, drogas. Convém evitar: café, chá preto, mate (diminuem a absorção de cálcio e ferro); refrigerantes tipo cola (têm muita cafeína); temperos picantes e refeições pesadas, tipo feijoada (provocam gases e, conseqüentemente, cólicas no bebê). Pelo mesmo motivo, diminua a quantidade de vegetais como a couve-flor, couve-de-bruxelas, o repolho, brócolis, espinafre. O chocolate não está proibido, desde que não ultrapasse os 30g/dia. Além disso, pode causar diarréia.


Não à flacidez!

Difícil evitar o efeito engorda/emagrece. Mesmo quem sempre fez ginástica, acaba ficando com a musculatura mais fragilizada, principalmente na região do abdômen, parte interna das coxas, dos braços e até nas bochechas. Você, então, parte para um regime: perde peso, mas não volta à forma.

A academia tem que ficar para depois. Mas, em casa mesmo, é possível se exercitar. Um pouco de abdominal, peso para os braços, quinze minutos de bicicleta e, enquanto o bebê descansa, uma caminhada ao ar livre já são um bom começo. Se preferir, consulte um profissional, que vai recomendar os movimentos mais adequados para você, até que esteja liberada para escolher o tipo de ginástica que desejar.

texto retirado do site www.mamybaby.com.br

:: Por Marcia Ajiki | 01:27 | :: Comments:


segunda-feira, março 01, 2004

A escolha da escolinha – um drama familiar

Inicio do ano letivo bate aquele desespero: onde meu filho vai estudar? Como boa brasileira... é claro que deixei para pensar nisso na última ora.
Bem pra agravar a situação esse ano nasce a irmazinha dele, daqui 3 meses pra ser mais exata, então são gastos mil pra preparar tudo pro nascimento... em suma... fase de contenção de despesas mesmo.
Não sei como funciona no Japão ou nos demais estados brasileiros, aqui no Paraná as escolas ou creches do governo (gratuitas) são uma vergonha, e não são bem gratuitas...rs... tem umas taxinhas pra ajudar nas despesas.
Tive visitando algumas dessas escolas públicas, a maioria não aceita crianças com menos de 6 anos, meu filho faz 5 em abril, e as que aceitam não tinham vagas ou só o muro de entrada já dava arrepio só de imaginar deixar meu anjinho lá. Não é preconceito meu, eu já fiz magistério e fiz estágio em escolas públicas e aqui as coisas estão realmente graves... crianças com 6 anos vão armadas com canivete pras salas de aula, respiram atrucidades em suas casas, e é claro levam isso pra escola, algo realmente muito preocupante.
Bem encontrei uma que gostei bastante, organizada, limpa e com professoras que parecem gostar de crianças (muitas parecem madrastas sanguinárias...rs... eu não digo que é preocupante a toa). Depois de uma breve chorada porque não tinham mais vagas... consegui. Saí dali contente, pensei ter resolvido o problema, até que consultei algumas conduções escolares quanto ao preço, entre R$ 110,00 e R$ 150,00. Bem pra mim que sou sozinha e ganho menos de R$ 500,00, isso é um absurdo, gastaria quase isso se tivesse que o levar e buscar na escola de ônibus, e ainda grávida... logo pensei em como faria depois que tivesse a Manuela (a irmazinha que está a caminho).
Se tem uma coisa que me deixa muito constrangida é chorar pra pedir desconto, mas eu não tinha dúvida que esse seria o único caminho. Nessa etapa eu já estava trabalhando, alguns dias meu filho vinha comigo (um stress inimaginável), dias ficava em uma escolinha pra experiência...rs... um sufoco tremendo... E negocia com um, tenta pedir bolsa pra outro, entra em contato com conhecidos que poderiam ajudar... uma fase tempestuosa até que uma alma caridosa aceita minha proposta... aceitou receber R$ 150,00 pela mensalidade, e a escolinha fica na esquina de casa (nada de condução graças a Deus). Drama resolvido? Claro...rs... até eu receber a lista de material, o valor do material didático, uniforme...

Escrito por Dany

:: Por Marcia Ajiki | 12:25 | :: Comments:



Com quem deixar o pequeno...
Como a Márcia disse anteriormente existem algumas opções aqui no Japão, mas logo de início eu descarto duas. A primeira é deixar com uma outra pessoa. Como o custo de vida aqui é muito alto é comum as mamães quererem trabalhar em empregos que forneçam muitas horas extras. Não estou falando de alguns minutinhos e sim de horas mesmo. Portanto "a mãe" sai de casa às 7 da manhã e só retornam com o(s) filho(s) lá pelas 9 da noite. Muito pesado para um adulto, imaginem para uma criança? Normalmente, essas crianças ficam com uma outra mãe que cuida de mais 1 ou 2 crianças além da sua e das delas. Imaginem em um quarto de 2,50x2,50 mais ou menos 4 ou 5 crianças brincando ou melhor assistindo televisão o dia todo. Sinceramente, não é isso que desejo para o meu "pequeninho". A segunda é deixar em creches brasileiras. Muitas, não tem profissionais treinados e é notório a mistura de idades. Sem contar a falta de paciência das ditas "tias". Isso eu sei porque morei ao lado de uma creche bem conceituada (sem comentários). E nem preciso falar no absurdo que é a mensalidade. Eu não teria condições. Ou melhor com o mesmo valor poderia colocar em creches japonesas particulares.
Então fico com a opção de creches japonesas. Onde a mensalidade é calculada de acordo com a renda da família, não sobrecarregando as despesas da casa. E as "tias" são profissionais qualificadas. É claro que eu ouço muitas histórias de maus-tratos aos estrangeiros, resfriados constantes e tals. Mas, eu acho que tentaria e se não desse certo ia mudando até encontrar uma que o meu filho melhor se adaptasse. Quem sabe até poderia mudar de idéia sobre as "creches brasileiras" ;)

:: Por Anônimo | 04:24 | :: Comments: